Greve dos Correios 2019 – Paralisação atinge Maior Parte do Brasil



Greve não tem data para encerramento e prazos de entrega devem aumentar.

Foi anunciado, oficialmente, na última terça-feira, dia 10 deste mesmo mês de setembro de 2019, a greve dos Correios. Os sindicatos do órgão deram início ao movimento de paralização a partir das 22 horas do mesmo dia. De acordo com os representantes dessa categoria, esse novo movimento de greve será sustentado por prazo indeterminado, portanto, ao longo de um período todo o serviço dos Correios estará operando em menor frequência, e os prazos de entrega serão maiores.

Na cidade de São Paulo foi decidida essa meta, por meio de assembleia que ocorreu no clube da CMTC, ou Companhia Municipal de Transportes Coletivos. Estavam presentes em torno de 5.000 funcionários do órgão, os quais participaram intensamente do debate e, ao final, aprovaram por quase unanimidade a paralisação por tempo indeterminado.



Os representantes dos Correios estão afirmando a pauta de que é necessário proteger todos os direitos conquistados ao longo de muitos anos de contestações sobre a estrutura da categoria; as remunerações; os cargos; a própria estatal pública e o sustento de cada família de servidores do órgão.

O anúncio deixou claro que estarão aderindo à greve até 80% das agências existentes. Deste modo, são 36 sindicatos atuando em um conjunto bastante organizado, sendo que a decisão foi quase unânime na opção pela paralisação em tempo indeterminado.

De acordo com informações oficiais, angariadas por meio do diretor de comunicações da Findect, ou Federação Interestadual de Sindicatos de Trabalhadores dos Correios, esse número de sindicatos representa a categoria nos Estado do Rio de Janeiro e de São Paulo, que constituem os pontos centrais do Correios em todo o Brasil.



Temos, também, a Fentect, ou Federação Nacional de Trabalhadores das Empresas de Correios, de Telégrafos e Similares, o qual atua como grande representante das entidades dos demais setores federativos, neste caso, mantendo intensa presença nas regiões Norte e Nordeste, que conforme foi noticiado, também aderiu a esta greve.

A partir da última quarta-feira, foram estabelecidas as estimativas incipientes por meio da Findect, que apresentaram em torno de 70% de adesões à greve na capital de São Paulo.

A previsão é de que algumas manifestações comecem a ser promovidas, sobretudo diante das fachadas de muitos postos de trabalho entre períodos matutino e vespertino.

Outro evento que está prestes a acontecer é uma espécie de ato conjunto que deverá ser anunciado até o final desta semana no município de São Paulo. De acordo com a mesma instituição, em algumas regiões o órgão dos Correios não tentou nenhum contato efetivo com muitos dos servidores desde que a greve iniciou, conforme explicado acima.

Sobre as possíveis negociações, seguem as informações:

Os servidores e o próprio órgão estavam reunidos, desde o mês de julho, para estabelecer uma negociação efetiva a esse respeito, contando com a mediação do Tribunal Superior do Trabalho, o TST, e com as cláusulas da Constituição que asseguram o direito a greve, dentro dos limites necessários. Portanto, a meta é promover um novo acordo coletivo que beneficie as pautas atuais da categoria, porém, o órgão não chegou a acatar os termos indicados.

A questão fundamental, que deu origem à greve é a seguinte:

Foi anunciada por meio da direção da ECT, e do próprio governo, a intenção de fazer baixar remunerações, diminuir os benefícios e promover a futura privatização do órgão dos Correios. A categoria teme, em uníssono, a entrega da empresa para entidades empresariais de pouca confiança, visando uma política que prima pelo restabelecimento econômico do Brasil. Os gestores da Findect já declararam que manterão suas pautas no sentido de lutar pela reposição de salários e manter os empregos.

Paulo Henrique dos Santos



1 comentário em “Greve dos Correios 2019 – Paralisação atinge Maior Parte do Brasil

  • Sem dúvida nenhuma que os Correios precisam de uma profunda reestruturação, quer orgânica, quer na mentalidade dos servidores.
    É admissível que um Ar (aviso de recebimento) dentro da mesma cidade demore mais de 2 meses para voltar ao expedidor?… Alguma coisa está a funcionar mal, e uma privatização pode ser um dos caminhos para disciplinar os serviços – isso os servidores não querem, e esta é a realidade.

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