Decreto anuncia Fim do Horário de Verão



Presidente Bolsonaro assina Decreto que acaba com o Horário de Verão.

O Presidente da república, Jair Bolsonaro, assinou na última quinta-feira (25 de março), um decreto que suspende o horário de verão para este ano em partes do país, com destaque para a região sul e sudeste.

Na visão de Bolsonaro, o horário neste ano ficou suspenso após estudos realizados pelo governo. Em pesquisas com cidadãos, ficou constatado que a ampla maioria, ou seja, mais de 70 por cento, queria o fim do horário.



Segundo o porta voz da presidência, em outra pesquisa mais de cinquenta por cento da população consultada se dizia contra o horário de verão.

Medida cancelada no início do mês

Bolsonaro já havia sinalizado o cancelamento em encontro com jornalistas. Para ele, o relógio biológico do cidadão é altamente prejudicado pela mudança nos ponteiros, o que pode afetar na saúde e na produtividade.

Outros fatores como a baixa economia e a mudança do horário do pico de energia também entraram na conta do governo para a extinção do horário de verão.



Controvérsias no campo

Grande parte dos produtores do campo utilizava o horário de verão ao seu favor. Com o tempo do sol estendido, a produção poderia aumentar e assim os lucros também subiriam. A media da rotina de trabalho extra podia chegar entre 1 hora e meia até 2 horas, dependendo das condições climáticas e do dia escolhido. Para se acostumar com a rotina, o homem do campo acordava mais cedo. Com isto, o corpo iria se acostumando as mudanças.

Efeitos no corpo

De fato o presidente Bolsonaro está correto: o fim do horário deve trazer alguns benefícios. Durante a vigência do tal horário de verão, o cidadão sentia uma série de efeitos adversos.

Segundo levantamentos, o número de ataques cardíacos poderia aumentar. O número é tímido (cerca de cinco por cento), mas já é o suficiente para os postos de saúde e hospitais atenderem mais pacientes com este quadro clínico. A justificativa é o aumento na inflamação do organismo devido à mudança no horário do sono.

Outro ponto é justamente nosso relógio biológico. Com a rotina alterada, é natural que alguns dias sejam necessários para a adaptação da nova rotina. Isto por se aliar a falta de produtividade já que o funcionário estava acostumado com aquele horário antigo e agora passa a obedecer ao decreto estipulado pelo governo.

Horário de verão

O Horário de Verão não é exclusividade nossa: uma serie de outros países e regiões o adotam. Os países europeus e da América do Norte, por exemplo, são nações que estipulam o horário de verão. Neste bolo podemos excluir a Europa, já que no velho continente o horário também foi banido para o próximo ano. Observando o mapa de países aos quais adotam o horário de verão, diversas nações da áfrica, por exemplo, não querem nem saber dele.

É comprovado que o horário de verão afeta cronometragens, economia e o tempo. Recentemente diversos celulares apresentaram problemas de sincronização na edição do ano passado, mostrando que nem eles querem mais a implantação disto.

No Brasil, o decreto de criação foi expedido ainda na década de 30 sob o governo de Getúlio Vargas com o objetivo da economia de energia. Desde aquela época até meados de 2007, o horário de verão não era anual e não tinha uma data fixa. A partir de 2008 então se fixou as datas de inicio e término do horário de verão, começando no terceiro domingo de outubro e encerrando no terceiro domingo de fevereiro a depender do carnaval.

Toda a nação sofre alterações em seu fuso horário com destaques para a região sul e sudeste, que fazem parte da mudança no horário. Os esforços para extinção começaram ainda em 2017 com a redução de duas semanas no horário de verão e coincidiu este ano com o decreto do presidente Jair Bolsonaro.

Por Leandrinho de Souza



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