Greve dos Caminhoneiros 2019 – Previsão de Paralização



Representante da Categoria indica início da paralização a partir do dia 29 deste mês.

Os brasileiros já podem começar a ficar em estado de alerta, pois os caminhoneiros estão planejando uma nova greve para os próximos dias. Na realidade, é uma greve que estava prevista para o mês de maio, mas que depois de vários debates foi antecipada para este mês de abril. Para saber tudo sobre esta nova paralisação dos caminhoneiros, continue lendo este artigo.

Todo mundo se lembra da última greve realizada pelos caminhoneiros no ano passado, que gerou muitas polêmicas e muitos transtornos em todo o país. Uns dizem que deu certo, outros afirmam ter sido um grande erro. Pois bem, uma nova paralisação deve acontecer nos próximos dias. Na verdade, a previsão é de que no dia 29 do mês de abril os caminhões parem de trafegar pelas rodosvias do país.



Wanderlei Alves é o representante da categoria e afirmou nesta última quinta-feira, dia 18 de abril, que a nova paralisação terá início na meia-noite da segunda-feira, dia 29 de abril. De acordo com Dedêco, nome pelo qual é conhecido, a greve foi antecipada pelo fato de o óleo diesel ter aumentado.

Ainda de acordo com o representante, a maioria dos trabalhadores decidiram que a greve fosse de fato antecipada. Em contrapartida, outros caminhoneiros prefeririam aguardar um pouco mais. Contudo, pelo fato de a maioria estar a favor, a antecipação irá acontecer, principalmente pelo fato de cada vez estar mais difícil trabalhar.

Antecipar a paralisação foi uma decisão tomada por grupos de caminhoneiros que pertencem à várias lideranças. Desse modo, caminhoneiros de todo o país devem aderiar ao movimento. Além disso, não se pode prever as dimensões que a greve terá, pois o movimento pode crescer do mesmo modo que aconteceu ano passado.



De acordo com as palavras de Dedêco, os caminhoneiros já estão sabendo que depois de 15 anos o óleo diesel teve de sofrer outro aumento, sendo que este último aumento já gerou prejuízos a classe que não alterou o valor dos fretes.

Na sua opinião, o dispositivo de lei do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas que busca associar o incremento do frete ao aumento do óleo não serve para nada, isso porque a tabela de fretes não é cumprida. Se os caminhoneiros pagassem o piso mínimo, esse aumento do diesel não iria os prejudicar. O problema é que não cumpre conforme o que está na tabela.

De acordo com a lei , sempre que haver uma oscilação no valor do diesel, sendo esse aumento de 10% ( para menos ou para mais), uma nova norma de piso deve ser publicada pela ANTT, que é a Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Deve existir uma melhoria na fiscalização sobre o cumprimento do piso. O representante citou que no Espírito Santo será testado pelo governo um documento de transporte eletrônico, o que obriga a transportadora a pagar o valor mínimo do piso, o que deveria ser testado em todo o país.

O Ministro /Chefe da Casa Civil não quer mais diálogos com a categoria. Na realidade, o governo busca dialogar com grupos que acabam não representando de fato os interesses da classe.

Essa mobilização está sendo planejada por diversos grupos que se comunicam por WhatsApp, cujos membros são somente caminhoneiros. O efeito de uma nova greve na economia do país poderia ser evitado, uma vez que uma paralisação gera um visível prejuízo, mas o governo se nega a desembolsar o valor que sirva para oferecer subsídio ao óleo diesel até que o piso mínimo dos fretes funcionem de verdade.

Nesse sentido, é bom que as pessoas tomem conhecimento desta nova greve.Não se pode prever quanto tempo ela poderá durar, podendo ser apenas um dia ou vários dias, o que irá depender de um acordo entre governo e caminhoneiros.

Sirlene



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