Black Friday 2018 – Sites para Evitar



Procon divulga lista com sites que o consumidor deve evitar na Black Friday 2018.

Fazer compras em sites tornou-se habitual para milhões de Brasileiros. O benefício de poder comprar no conforto do lar é, sem dúvidas, o que mais atrai. Além disso, com poucos cliques, consumidores podem alternar entre lojas, marcas e produtos, optando pelo menor preço. Infelizmente, nem toda navegação é no mar de rosas das redes. Há casos em que produtos ou serviços podem sair mais caro do que o esperado. Basta uma pesquisa em sites de reclamações e lá estão elas: as empresas que em pleno século 21 insistem em desrespeitar o consumidor.

Produtos não entregues, desrespeito aos prazos, mercadoria diferente ou com avarias, enfim, muitos problemas podem surgir após a compra ter sido efetuada. Após reclamar em sites para essa finalidade, o consumidor espera que sua solicitação seja respondida e seu problema resolvido, mas isso pode não ocorrer em muitas ocasiões, gerando muito desconforto para o cliente que amarga o prejuízo.



É claro que boas lojas podem cometer erros, no entanto, o diferencial está no interesse em solucionar a questão, fazendo com que o cliente sinta confiança em voltar a comprar na loja virtual, atitude comum entre as melhores empresas. O alerta vai para aquelas situações de reincidência, acompanhadas de casos que nunca são resolvidos e consumidores insatisfeitos.

De olho nas lojas virtuais que acumulam reclamações, o Procon mantém uma espécie de "lista negra" da internet. Essa lista passa por atualizações periodicamente e está disponível para consulta o ano todo. Em regra geral, compõem a lista, as empresas que não atendem o cliente de forma adequada, que possuem inúmeras reclamações não resolvidas, que não respondem as solicitações de resolução de problemas, ou que ferem, de alguma forma, o código de defesa do consumidor.

Período de alerta

Essa informação adquire mais relevância no mês em que milhões de pessoas se preparam para as promoções da Black Friday. Nesse período, os consumidores costumam gastar quantias significativas em compras pela internet e devem estar em alerta para não cair em ciladas.



Uma das muitas reclamações dessa época é o aumento do valor de determinado produto às vésperas da Black Friday. No dia do evento, a loja torna a colocar o produto no valor original, dando a falsa impressão de que está em promoção. Curiosamente, esse comportamento é adotado por centenas de vendedores ou fornecedores de serviços e leva milhões de consumidores ao erro.

Segundo o artigo 37 do código de defesa do consumidor, toda publicidade enganosa ou abusiva é completamente proibida e a empresa que comete esse tipo de desrespeito está sujeita a penalidades.

A campanha de descontos Black Friday acontecerá no dia 23 de novembro e deve atrair muita gente às lojas online, mas, conforme alerta, é bom começar a pesquisar pela reputação da empresa antes de efetuar transações pela internet.

"Lista Suja" do Procon apresenta 419 sites que não merecem sua confiança

Qualquer pessoa que se sinta lesada após comprar através da internet, pode, e deve, procurar seus direitos em órgãos de defesa do consumidor. No entanto, a melhor arma é sempre a prevenção. É por esse motivo que o Procon mantém o cadastro com os nomes de empresas virtuais consideradas inapropriadas, a chamada "lista suja". Com a última atualização no mês de abril, o Procon contabilizou 419 sites que devem ser evitados, não só na Black Friday, mas o ano todo. A lista pode ser conferida no link http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php

Falando em compras pela internet, não podemos deixar de ressaltar um outro perigo: Os sites falsos. O consumidor é direcionado à página idêntica ao site da loja original, porém, trata-se de uma cópia sem qualquer relação com a empresa. Após realizar a compra, os valores são debitados do cartão de crédito ou da conta bancária, mas o consumidor não recebe o produto em momento algum. Geralmente, o comprador só descobre que foi lesado após se esgotar o prazo estipulado para a entrega da mercadoria, o que pode levar meses. Para não cair nesse golpe, os internautas precisam conferir o certificado de segurança do site. Também é preciso desconfiar de e-mails com links duvidosos e produtos com valores muito abaixo do normal.

Kátia Elaini Pereira da Silva

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