Fim da Nikon no Brasil

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Empresa anuncia que deixará de vender seus produtos no Brasil.

Uma das mais famosas empresas responsáveis pela produção das melhores câmeras e de equipamentos fotográficos, a companhia Nikon, soltou um anúncio surpreendente na última quinta-feira, dia dois de novembro, de que a empresa suspenderá suas atividades no Brasil a partir do dia 31 de dezembro de 2017. Ou seja, a companhia já agendou a interrupção das vendas de seus produtos no mercado do Brasil. Esta interrupção abrange as câmeras, os tipos de lentes e os demais acessórios dessa marca, que têm sido vendidos nas lojas online da Nikon Store. A companhia comercializa seus produtos em território brasileiro por meio do e-commerce.

Esta decisão, porém, é um meio de reestruturação dos serviços prestados. Trata-se de uma reconfiguração em escala internacional. Esse processo de aperfeiçoamento corresponde à necessária otimização promovida pela mesma Nikon Corporation, por meio da Pesquisa e do Desenvolvimento, na fabricação e venda em todo o mundo. Portanto, a Nikon Brasil funcionará oficialmente até o dia 31 de dezembro deste ano.

Entretanto, serão mantidos todos os serviços prestados na área de assistência a todos os clientes. Os consumidores não podem ser privados dos benefícios a que têm direito, sendo que adquiriram aparelhos nessa companhia. Portanto, prossegue funcionando normalmente os demais serviços de atendimento e assistência técnica, no país. Por isso, os produtos vendidos por meio do e-commerce, na Nikon brasileira, até no máximo dia 31 de dezembro de 2017, estarão dentro da garantia com os seus prazos perfeitamente honrados pelos assistentes. Em relação aos aparelhos com a garantia vencida, os serviços realizados pela assistência técnica continuarão a ser oferecidos, porém, com base em despesas adicionais e acordo entre os proprietários e os técnicos.

No mês de outubro desse ano a companhia estipulou, por meio de uma nota oficial publicada, que foi registrado uma queda de um por cento em vendas, entre os meses de abril a setembro, num total de 340 bilhões de ienes, constituindo uma perda considerável. No mês de fevereiro desse ano a companhia já havia cancelado a produção de uma linha de câmeras, muito bem elaboradas, mas muito custosas para o bolso do consumidor, sendo que já estava havendo registro de perda de capital. Antes de chegar o mês de março, mais de 1.000 trabalhadores desta empresa estavam sendo submetidos a um programa necessário de aposentadoria voluntária, pois a companhia estava iniciando o processo de revisão da sua estratégia financeira, no sentido de iniciar a recente fase de reestruturação. A Nikon Imaging, na China, também está anunciando a suspensão de suas atividades.



Esta notícia é muito surpreendente pelo fato de que, o fim do ano chegou e com ele o benéfico aumento na busca pelos melhores presentes natalinos. Empresas como a Nikon estão entre as que mais faturam, sobretudo em tempo de festas. Portanto, esta é uma notícia desanimadora. Os consumidores do mercado fotográfico certamente vão sentir a diferença assim que a companhia fechar. Com a saída da Nikon de cena, o mercado perde em competição e, por conseguinte, em qualidade, já que é a competitividade entre as companhias que resulta nos melhores aparelhos oferecidos ao público. Os tempos mudam.

Assim, se diminui o número de empresas no mesmo ramo ou em outros, atuando em paralelo, a tendência será de se afunilarem as opções numa única, diminuindo a qualidade. O que resta ao consumidor é aguardar até o dia 31 de dezembro para ser possível informar-se melhor sobre esta situação. A aquisição de produtos da Nikon, por enquanto, está atuante no mercado. Para todas as pessoas interessadas, vale apena adquirir as unidades restantes antes da reformulação da maior parte os serviços prestados pela companhia.

Paulo Henrique dos Santos



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